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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

do lugar de sempre...

 
Volta-se ao lugar de sempre, ao lugar onde se sente que, se tu estivesses, nada mais se haveria de querer.
Volta-se ao lugar onde nunca estiveste.
Saberás que há sempre a presença da tua ausência, ainda que já demasiado ténue?
Volta-se ao lugar onde se sente que se está só, ainda que sem solidão.
Volta-se ao lugar onde, na calma das águas, no sossego e silêncio das gentes, se pensa no que nos falta.
Volta-se ao lugar onde a cada regresso se agradece a alegria, a paz, e a generosa soma dos dias.
Volta-se ao lugar onde mesmo sem ti, se é feliz, ainda que de forma pequena.
Soubesse-se explicar o que se sente a cada regresso...

domingo, 22 de abril de 2012

Uma ilusão...


"Um vez eu tive uma ilusão, e não soube o que fazer,
não soube o que fazer com ela...
 não soube o que fazer, e ela se foi, porque eu a deixei... 
por que eu a deixei? não sei. 
eu só sei que ela se foi..."


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ainda e sempre...


Há tantos anos atrás, por estes dias, sofria a tua perda. Não lembrava já, disso.
Hoje vi-te, e fez-se de novo presente a dor, bem mais que a lembrança.
Hoje vi-te, sem te ver (apenas olhei uma foto tua, nesse "lugar" onde as pessoas se fazem presentes no mundo).
Olhei-te o rosto, nada vi de diferente, nem a passagem dos anos, ainda vi a beleza.
E olhei-te os olhos. Esses olhos que tanto me olharam, e neles não vi nada de mim.

Ainda me dói o teu fim...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Da ternura...


Sempre a ternura, que é, também, uma tristeza suave.
Da ternura e do engano...
A cada engano, que me retirou, ainda que por breves momentos, da espera, do vazio e do quase nada...
A cada engano, a cada ver que não eras tu, (como se fosse possível que viesses, fingi-se que se crê...) regresso a mim.
Regresso, pela ternura, a mim.
A cada engano, regresso ao que sou, ao que em mim há de quase nada.
A cada engano, regresso também, ao que sou de alegria,  do riso e sorrisos e dessa ternura alegre, das mãos enlaçadas dos amigos...
A cada engano, mais terno o coração se torna.
Como explicar de que tudo, hoje, é ternura?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

hipertexto...


Este hipertexto (fragmentos de um longo texto dispersos por folhas, cadernos, e sei lá mais o quê),  feito para ser lido, como se fosse possível que tu algum dia o lesses...Não, não é possível.
Neste hipertexto, onde no passado a dor foi profunda, permanece o vazio e o quase nada, o resto fica imperceptível, soubesse eu escrever...
O resto está para além da lembrança dessa dor, está na espera, na esperança, e em noites de luar...

domingo, 23 de outubro de 2011

Sobre a espera...




Sobre a espera...
talvez seja a espera, que deriva ou é a própria esperança, que nos traz a serenidade nos dias que passam.
Estar à tua espera...
É por te ter perdido que espero.
É por teres ido embora que espero.
É sabendo que não voltas, que espero.
(Quem se foi não volta, espero outro alguém que não tu)
Estar à tua espera...

Estar à tua espera sem que saiba quem és.
Esperar que venhas, não sabendo quem és, crendo que se saberá, quando finalmente chegares.

E depois da tua chegada?
Depois da tua chegada, falar-te da demora, da espera, dos desertos e miragens (sim tudo foram miragens...).
Depois da tua chegada, nos teus braços, descansar desta espera quase infinita.
Depois da tua chegada, ouvir-te falar de onde vieste, por onde andaste.
Enquanto se espera, não se vive? vive-se sim. Há sorrisos e risos, há festas e ternuras...
E o desejo que se esquece...

[Esperar é ter esperança, essa " disposição do espírito que induz a esperar que uma coisa se há-de realizar ou suceder". Esperas infinitas...]

sábado, 24 de setembro de 2011

Y no estavas tu...


Nostalgia de quem espera, de quem lembra outros tempos, estavas para chegar...

Esta tarde vi llover
Vi gente correr
Y no estabas tu.
(...)
El otoño vi llegar
Al mar oi cantar
Y no estabas tu.

 

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Ainda e sempre...


Tanta saudade, meu amor de sempre.
Tantos anos depois, tantos que já não ouso contá-los.
Ainda e sempre...
Lembrarás?

domingo, 6 de novembro de 2005

quem me dera estar, de verdade, à tua espera.