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terça-feira, 6 de junho de 2017

do caminhar...





                                          Que bom, quando quase tudo é perfeito,
                                          Basta olhar o mundo, ao teu lado,
                                          caminhando de um lado para o outro,
                                          deixando que o teu mapa nomeie os lugares.
                                          Pudesse ser sempre assim, os dias, as horas,
                                           momentos de caminhar e sorrir...

domingo, 17 de janeiro de 2016

caminhar...





Sempre bom caminhar pela cidade.
Conhecê-la, como se fosse possível apropriarmo-nos dos lugares, e de alguns recantos.
E, como se mostrá-la a alguém a fizesse mais íntima.
Por isso se quer voltar, para voltar a falar das ruas... e da ave que no céu, nos aponta a felicidade...
Voltemos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

hoje...



                 Sim, é hoje, a vida...
                 O agora importa, e prevalece.
                 Mas nenhum agora é uma ilha...
                 Na certeza do agora, na realidade do hoje, há o que foi e a espera do que virá.
                 Sim, o agora é nosso.
                 Sim, estarei atenta...

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

janeiro de 2015 - Vive la Fance!



Et nous, qui étions heureux a Paris... presque sans le savoir.
Paris sera toujours Paris.
Paris, aurons-nous une autre chance?

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

do sentir...


                                                  Mary Jane Cross, Breath of Heaven 


 São ternas as tuas mãos.
Como se falassem, as tuas mãos, e eu ficasse à escuta.
Escuto o silêncio que nos cinge, sentir e sorrir bastam-te.
Não rasgam o silêncio, as tuas mãos.
Não esquecem a ternura, as tuas mãos.


segunda-feira, 18 de março de 2013

O amor é uma companhia.

Pierre Auguste Renoir, La Promenade
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na
                                        ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara
                                         dela no meio.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

da ternura...

Steve Hanks -Country Comfort
" ...o amor é sempre um renascimento, mas o meu era-o absolutamente no sentido próprio do termo. Numa semana tornei-me outro homem.(...) Evaporou-se tudo o que, na vida, me parecia sombrio. Sabia tirar partido das coisas. Ousava ser feliz."

Divórcio em Buda, de Sándor Márai
Dom Quixote, 2010
Tradução de Ernesto Rodrigues
 
Janeiro, as chuvas, os dias cinzentos, e a ternura que em nós derrama luz e calor, bem mais que o sol de inverno...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

da espera...

Durante tanto tempo tratava-se da soma dos dias. Somavam-se os dias, apenas, como que se visse a vida do lado de fora.
Hoje, ainda que inexoravelmente os dias sejam somados, está-se do lado de dentro da vida.
Sente-se a perfeição neste não se querer mais nada, sorri-se por se ter deixado cair, finalmente, de tantas frases o quase.
Como os barcos esperam no cais por quem os leve, assim se esteve até que, com feliz serenidade, incredulidade e assombro, se deixou o cais e a espera para trás. Viajante como criança onde o espanto e a emoção transbordam do peito e dos dias e continuam nos alegres sonhos da noite.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Da ternura...

 
Levei-te a casa, mas antes quiseste um passeio à beira de água, à beira de água onde de mãos enlaçadas ficámos a olhar a noite, e o rio à nossa frente. Os teus olhos demoraram-se nas luzes do rio, de barcos? perguntaste, e as nossas mãos continuaram juntas, como se isso fosse tão natural como o barulho do vento.
Levei-te a casa, e deste-me um beijo, veloz e ligeiro... como se isso fosse tão natural como a ternura que há nós. Pudesse o mundo ser olhado, sempre, com os olhos da ternura, como se isso fosse tão natural como as nossas mãos serenas e enlaçadas.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

emoção...

Às vezes quer-se voltar a um tempo de emoção (...) precisa-se de poesia, de emoção...de qualquer coisa que encha o coração.
Bem se sabe do ridículo...


          Eu só sabia olhar... 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Simone

        
         Linda, deslumbrante e ... (algo que não sei dizer ),
        e assim nosso pequeno mundo, nossa pequena vida,
        se faz grande e outra, na brevidade eterna de um show...


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Emoção...



Começaria tudo outra vez, se preciso fosse...